Hiperadrenocorticismo em cães

Hiperadrenocorticismo, como o próprio nome diz, é a hiperfunção da supra-renal

por George Augusto — publicado 21 dez 2014 - 0:35

O Hiperadrenocorticismo, ou também conhecido como Síndrome de Cushing é uma moléstia de origem endócrina. O organismo dos animais, assim como os nossos, têm várias glândulas que secretam hormônios para a corrente sanguínea, desempenhando várias funções importantes para um bom funcionamento do metabolismo. Em muitos casos, no sistema endócrino, ocorre a hipofunção (trabalha lentamente) ou hiperfunção (trabalha em excesso) de uma determinada glândula. Dependendo da glândula afetada, altera um determinado funcionamento, fazendo com que cause anormalidades bem visíveis, como por exemplo:  gigantismo, nanismo, obesidade, emagrecimento descontrolado, queda de pelo, entre várias coisas.

No organismo do animal, como no dos humanos,  existe uma glândula que fica acima dos rins, chamada Supra-renal ou Adrenal. Essa, por sua vez, secreta hormônios, sendo os principais a Adrenalina e o Cortisol. No caso do Hiperadrenocorticismo, como o próprio nome diz, é a hiperfunção da supra-renal , ou seja, a glândula secreta o hormônio Cortisol de forma exacerbada  na corrente sanguínea do animal, fazendo com que cause sérios danos ao mesmo.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

As causas principais que, geralmente,  levam a essa alteração hormonal, podem ser o uso de remédios que sejam corticóides de forma descontrolada e sem o acompanhamento de um profissional ou um tumor na glândula Adrenal.

Os pacientes endócrinopatas, que sejam portadores do Hiperadrenocorticismo, podem apresentar sintomas bem típicos, porém, muitas vezes, semelhantes a outras doenças. Os sinais clínicos observados nessa doença, são:

– O animal apresenta perda de pelo (alopecia) em todo o corpo, com exceção da cabeça e membros;

– Ocorre o aumento de apetite;

– O consumo de ingestão de líquido aumenta;

– Aumento abdominal significante em formato pendular;

– Aumenta o volume urinário;

– Perda muscular;

– Em alguns casos, presença de Diabetes;

– Cansaço a qualquer esforço e etc.

O diagnóstico deve ser feito por um médico veterinário, de preferência um especialista em Endocrinologia. Deve ser feito um exame clínico bem detalhado, acompanhado de uma boa anamnese. O diagnóstico é fechado com exames laboratoriais específicos para diagnósticos hormonais. O uso de aparelho ultrassom ou de aparelho de raio-X pode ser uma boa escolha, pois assim é possível descartar qualquer tumor na glândula Adrenal. É importante que os exames sejam pedidos juntos, para que haja um diagnóstico certo do que causou essa alteração.

O tratamento para a Síndrome de Cushing em cães é escolhido pelo médico veterinário responsável pelo caso. Normalmente é feita uma terapia medicamentosa adequada, porém é avaliado o medicamento a ser eleito e as dosagens a serem empregadas para cada situação, com base na situação de saúde do animal. O tratamento é complexo e requer um tempo bastante longo. Em casos de tumores na glândula Supra-renal, é feita, na maioria das vezes, a remoção cirúrgica. Normalmente, depois do tratamento, o sinais clínicos da Síndrome de Cushing desaparecem. Porém, em alguns casos, a sintomatologia volta a ser observada depois de um certo tempo.

A prevenção para essa patologia é basicamente a ida rotineira a um médico veterinário. Qualquer anormalidade que apareça no seu cão deve ser informada a um profissional para uma avaliação imediata.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo