Malassezia em cães

Conhecida como dermatite por Malassezia, essa zoonose é uma enfermidade fúngica

por George Augusto — publicado 7 abr 2014 - 22:58

A Malasseziose, ou também conhecida como como dermatite por Malassezia, é uma enfermidade fúngica que acomete os cães. É uma doença comum de ser encontrada na rotina de clínicas veterinárias, tendo uma atenção especial por se tratar de uma zoonose (doença transmitida do animal para o ser humano). Ocorrendo em épocas de maior umidade, a malassezia tem predileções por certas raças de cães, como por exemplo: Basset Hound, Pastor Alemão, Poodle, Dachshund, Chihuahua, Maltês, Cocker Spaniel e Collie, entre outras .

 

Malassezia em cães. Foto: Reprodução

Malassezia em cães. Foto: Reprodução

Causas da Malassezia

As principais causas e predisposições ao aparecimento da malassezia em cães, são:

– O uso indiscriminado de antibióticos e fármacos que sejam corticóides;

– Acúmulo de umidade na pele do animal por longo período;

– Queda na imunidade do animal, como também, doenças dérmicas já existentes, favorecendo a instalação do fungo da malasseziose.

 

Sinais clínicos da Malassezia

Os sinais clínicos podem ser visto com clareza, porém muitas vezes pode ser confundida com outras enfermidades, como a sarna. É importante que o diagnóstico da doença seja feito por um médico veterinário, para que haja uma confirmação segura. Os sinais clínicos encontrados na maioria dos casos são:

– Pele oleosa exalando um mau odor;

– O animal sente bastante coceira em vários pontos do corpo;

– Causa alopecia (falta de pelo) em vários locais do corpo, sendo mais encontradas na parte ventral do pescoço, abdômen, patas, pernas e etc;

– O animal apresenta pele de avermelhada à enegrecida, podendo, dependendo do estágio da doença, apresentar crostas em áreas do corpo;

– Em casos mais graves, pode ocorrer a depressão, emagrecimento e inapetência.

 

Diagnóstico da Malassezia

O diagnóstico é feito exclusivamente por um médico veterinário. Em alguns casos, o profissional pode optar por exame laboratorial para confirmação do diagnóstico. É de suma importância que o animal seja levado imediatamente para um médico veterinário, por conta dessa doença se tratar de uma zoonose.

 

Tratamento da Malassezia

O tratamento para combater a malassezia é bem eficaz. O médico veterinário irá passar uma terapia medicamentosa escolhida com base no quadro clínico do animal. Na grande maioria dos casos, é indicado shampoos, sabonetes e medicamentos tópicos e sistêmicos pare reverter o caso. É esperado que em torno de 2 semanas, o animal apresente uma melhora significante ao tratamento. Não é recomendado que o tutor administre medicamentos aleatórios para o animal, pois pode causar uma intoxicação, levando o animal a óbito.

 

Prevenção da Malassezia

A prevenção consiste principalmente na higienização do animal. Evitar que o animal entre em contato com animais infectados é uma ótima forma de prevenir. Outro ponto importante, é que o animal seja levado ao médico veterinário com uma certa frequência, pois assim evita que o animal tenha uma queda na imunidade em decorrência de um erro nutricional, de doenças parasitológicas, entre outros fatores.

Caso um animal apareça com sinais clínicos semelhantes, é indicado que o mesmo seja isolado dos outros cães e até das pessoas, para que não haja transmissão, e em seguida, levado rapidamente à uma clínica veterinária para o início do tratamento. É muito importante, caso existam outros animais na casa que tiveram contato diário com o enfermo, que os mesmos sejam levados a uma consulta para que possam ser avaliados também.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo