Síndrome da Espinha Curta em cães (SEC)

Rara, síndrome tem sido conhecida pelo público pelas celebridades caninas portadoras, como Pig e Cuda

por George Augusto — publicado 19 out 2014 - 18:39

Muitas pessoas nunca ouviram falar e não tem idéia do que seja a Síndrome da Espinha Curta em cães, pois é uma patologia bastante rara, tendo apenas casos isolados por todo o mundo. Existe uma celebridade canina chamada Pig, conhecida mundialmente por apresentar o pescoço e corpo encurtado, ganhando um apelido entre os seus admiradores de “bola de pelo”. É importante enfatizar que um animal que apresenta essa anomalia, não tem risco nenhum de transmitir essa doença (zoonose), pelo fato de a mesma se tratar de problema congênito.

Para se ter idéia da raridade da incidência dessa doença, foram diagnosticadas apenas 8 casos em termos mundiais. Sendo: 6 nos Estados Unidos (Alabama, Florida, Maryland, Nova Iorque, Ohio, Wisconsin) e 2 na Itália.

Um cachorro que é portador da Síndrome da Espinha Curta, pode viver uma vida quase normal. Os tutores que tem pets com essa doença, relatam que são cães brincalhões, obedecem seus donos, são carinhosos, e o mais extraordinário, é que são cães que dão exemplo pra qualquer Ser Humano.

Síndrome da Espinha Curta em cães. Foto: Reprodução

Síndrome da Espinha Curta em cães. Foto: Reprodução

A SEC é uma anomalia de origem congênita, acarretando uma má formação óssea, afetando principalmente as vértebras da coluna do animal. No cão que é portador da síndrome, as vértebras, em grande parte, ficam na sua forma de cartilagem, não alcançando o estágio de endurecimento ósseo. Com isso, as vértebras são comprimidas, ocasionando um encurtamento significante. Em alguns animais, podem aparecer vértebras fundidas, ou seja, coladas em bloco, fazendo com que haja pouca flexibilidade da coluna vertebral. Por conta dessa anomalia na coluna, toda a estrutura física do animal sofre alterações, como por exemplo o posicionamento da cabeça e da omoplata (escápula).

Outro sinal clínico bem clássico é percebido na parte posterior do animal, a garupa, que é mais baixa que em um animal normal. Outro ponto bem clássico, é o formato da cauda do pet, apresentando-se curta e torcida e com os cabelos emaranhados. A abertura anal é ligeiramente inclinada e a metade inferior do abdômen parece maior que o habitual.

Apesar dos membros posteriores e anteriores serem do tamanho correto, eles podem apresentar um posicionamento anormal. A doença também afeta a caixa torácica,  que aparece comprimida consideravelmente e com uma redução significante das costelas do pet.  É comum os cães terem uma certa dificuldade para desempenhar algumas funções diárias, como: Correr, saltar e comer em alturas muito baixas. Porém, como dito anteriormente, os animais portadores da SEC podem levar uma vida consideravelmente normal.

Alguns profissionais médicos veterinários, indicam a eutanásia nos casos de Síndrome da Espinha Curta, por conta de algumas restrições ligadas à doença que o animal apresenta.  No entanto, a prática executada pelos tutores desses animais, comprovou que, mesmo tendo o animal limitações no seu cotidiano, é possível que ele possa conviver de maneira relativamente satisfatória no dia-a-dia.

Apesar disso, é indispensável que este animal seja frequentemente acompanhado por um médico veterinário, que poderá avaliar seu quadro e proporcionar uma melhor qualidade de vida para o cão especial.

 

Cães com Síndrome da Espinha Curta. Foto: Reprodução

Cães com Síndrome da Espinha Curta. Foto: Reprodução

 

 

Conheça a história de dois cãezinhos muito adoráveis, o Cuda (link) e o Pig (link), aqui no Portal do Dog.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo.

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Califórnia proíbe a venda de animais provenientes de “fábricas de filhotes”

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 out 2017 - 18:31

O governador da Califórnia, nos Estados Unidos, deu um enorme passo para o fim da comercialização de animais de estimação. A partir do ano que vem, será proibida a venda de cães, gatos e coelhos provenientes de criadores ilegais e de fábrica de filhotes no estado norte-americano.

De acordo com uma nova lei, que foi assinada pelo governador Jerry Brown no dia 13 de outubro e entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2019,

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Paolla Oliveira aproveita tempinho livre para relaxar com cachorro

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 out 2017 - 9:36

A atriz Paolla Oliveira é uma amante de cachorros assumida e nós já demos muitas provas disso aqui no Portal do Dog.

Tutora de três cachorros (dois deles adotados) e 11 gatos, Paolla também é madrinha da ONG Paraíso dos Focinhos e sempre está participando de campanhas para ajudar a instituição, além de incentivar a adoção.

Pronta pra semana… Só que no horário de verão. 😂🙆

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Cachorro fica em incêndio e protege rebanho de cabras da família

por Andrezza Oestreicher — publicado 18 out 2017 - 9:21

Quanto mais nós conhecemos novos cachorros e ficamos sabendo das diferentes histórias envolvendo estes animais pelo mundo todo, mais nós nos encantamos e nos surpreendemos com a quantidade de amor e lealdade que eles são capazes de oferecer.

No condado de Sonoma, na Califórnia, um cachorro se arriscou durante um grande incêndio para proteger o rebanho de cabras de sua família.

A propriedade ficou completamente destruída. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

De acordo com Roland Hendel, proprietário do lugar, ele não teve tempo de salvar todos os membros de sua família do fogo. Além de seus filhos, ele tem ainda dois cães e oito cabras. Quando percebeu o fogo se aproximando de sua casa, ele só teve tempo de salvar as crianças e um dos cães, Tessa.

O cachorro Odin estava com as cabras. Ele poderia ter fugido e Roland não conseguia entender qual o motivo do cão ter continuado onde estava.

Roland perdeu absolutamente tudo, mas sua maior dor era em relação seu grande amigo Odin e as cabras que tinham ficado no incêndio. Ele estava se sentindo bastante culpado por não ter conseguido salvar os animais. “Eu tinha certeza de que os tinha condenado a uma morte horrível e agonizante”, escreveu ele em uma rede social.

Apesar de bastante exausto e sujo, o cão Odin foi encontrado vivo junto com as cabras. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

Quando o fogo acabou e ele teve permissão de voltar ao local onde ficava sua casa, Roland e sua família tiveram uma surpresa maravilhosa. Em meio à devastação total da casa, oito de suas cabras resgatadas e o cachorro Odin continuavam na área, vivos, apesar de visivelmente cansados.

Odin estava bastante exausto e sujo por conta da fumaça, mas parecia estar bem. O reencontro com a família, principalmente com a cadela Tessa, deixou o cão bem animado.

“Ele parece estar ficando mais forte, e a presença de sua irmã seguramente ajudará a levantar seus espíritos e tirar um pouco do peso de seus ombros gigantes”, afirmou Roland.

O reencontro com sua família deixou Odin muito animado. (Foto: Reprodução / Facebook Roland Tembo Hendel)

Todos acreditam que o cão tenha ficado no local para cuidar das cabras, pois ele sabia que isso era sua responsabilidade no momento em que aconteceu o incêndio. Porém, como eles conseguiram se salvar continua sendo um grande mistério.

Fonte: Life With Dogs

Califórnia proíbe a venda de animais provenientes de “fábricas de filhotes”

por Andrezza Oestreicher — publicado 17 out 2017 - 18:31

O governador da Califórnia, nos Estados Unidos, deu um enorme passo para o fim da comercialização de animais de estimação. A partir do ano que vem, será proibida a venda de cães, gatos e coelhos provenientes de criadores ilegais e de fábrica de filhotes no estado norte-americano.

De acordo com uma nova lei, que foi assinada pelo governador Jerry Brown no dia 13 de outubro e entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2019, as lojas de animais e pet shops de toda a Califórnia só poderão oferecer animais vindos de abrigos ou provenientes de resgates.

Os locais conhecidos como “fábricas de filhotes”, na maioria das vezes, não possuem a estrutura certa para manter os animais. (Foto: Reprodução / Gaikphotos)

As lojas que forem flagradas vendendo animais vindos de criadores ilegais ou de fábricas de filhotes poderão receber multas de até 500 dólares.

Essa proibição tem como objetivo acabar com as chamadas “fábricas de filhotes”, locais onde animais são confinados apenas com a finalidade de reproduzir para que os donos tenham lucro financeiro com a venda dos filhotes. E tudo isso em larga escala, ou seja, em grandes quantidades.

A preocupação com este tipo de comércio é muito grande, pois esses locais não oferecem a estrutura e nem os cuidados que os animais precisam, tanto matrizes (como são conhecidas as cadelas reprodutoras, as mamães) quanto filhotes.

Nesses locais, as cadelas matrizes, as mães, não recebem nenhum tipo de cuidado e são bastante negligenciadas. (Foto: Reprodução / One Green Planet)

Essa falta de cuidados e condições pode causar doenças e até traumas nos animais. Além disso, na maioria das vezes as pessoas que compram animais provenientes destes lugares nem imaginam como os bichinhos viviam antes de serem levados para o novo lar.

36 cidades da Califórnia, incluindo Los Angeles, San Francisco e San Diego, já proíbem a criação em massa, em grande quantidade. Agora, a proibição da venda é em todo o estado. Porém, criadores particulares ainda poderão vender animais de forma independente.

Nas “fábricas de filhotes” os animais vivem amontoados e muitas vezes em meio a muitas sujeiras. (Foto: Reprodução / schnauzerfriendsza)

“Quando os consumidores compram cachorros e gatinhos nas lojas de animais, desconhecem, muitas vezes, a origem dos animais e contribuem para uma indústria triste e de sofrimento”, disse Deborah Howard, presidente da Companion Animal Protection Society (CAPS), que acredita que a mudança irá ajudar a quebrar um ciclo de crueldade e maus-tratos, principalmente com as cadelas utilizadas apenas para procriar e que acabam sendo descartadas quando não podem mais ter filhotes.

Fonte: The Telegraph / Jornal de Notícias