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Síndrome da Espinha Curta em cães (SEC)

Rara, síndrome tem sido conhecida pelo público pelas celebridades caninas portadoras, como Pig e Cuda

Escrito por George Augusto
Acadêmico de Medicina Veterinária

Muitas pessoas nunca ouviram falar e não tem idéia do que seja a Síndrome da Espinha Curta em cães, pois é uma patologia bastante rara, tendo apenas casos isolados por todo o mundo. Existe uma celebridade canina chamada Pig, conhecida mundialmente por apresentar o pescoço e corpo encurtado, ganhando um apelido entre os seus admiradores de “bola de pelo”. É importante enfatizar que um animal que apresenta essa anomalia, não tem risco nenhum de transmitir essa doença (zoonose), pelo fato de a mesma se tratar de problema congênito.

Para se ter idéia da raridade da incidência dessa doença, foram diagnosticadas apenas 8 casos em termos mundiais. Sendo: 6 nos Estados Unidos (Alabama, Florida, Maryland, Nova Iorque, Ohio, Wisconsin) e 2 na Itália.

Um cachorro que é portador da Síndrome da Espinha Curta, pode viver uma vida quase normal. Os tutores que tem pets com essa doença, relatam que são cães brincalhões, obedecem seus donos, são carinhosos, e o mais extraordinário, é que são cães que dão exemplo pra qualquer Ser Humano.

Síndrome da Espinha Curta em cães. Foto: Reprodução

Síndrome da Espinha Curta em cães. Foto: Reprodução

A SEC é uma anomalia de origem congênita, acarretando uma má formação óssea, afetando principalmente as vértebras da coluna do animal. No cão que é portador da síndrome, as vértebras, em grande parte, ficam na sua forma de cartilagem, não alcançando o estágio de endurecimento ósseo. Com isso, as vértebras são comprimidas, ocasionando um encurtamento significante. Em alguns animais, podem aparecer vértebras fundidas, ou seja, coladas em bloco, fazendo com que haja pouca flexibilidade da coluna vertebral. Por conta dessa anomalia na coluna, toda a estrutura física do animal sofre alterações, como por exemplo o posicionamento da cabeça e da omoplata (escápula).

Outro sinal clínico bem clássico é percebido na parte posterior do animal, a garupa, que é mais baixa que em um animal normal. Outro ponto bem clássico, é o formato da cauda do pet, apresentando-se curta e torcida e com os cabelos emaranhados. A abertura anal é ligeiramente inclinada e a metade inferior do abdômen parece maior que o habitual.

Apesar dos membros posteriores e anteriores serem do tamanho correto, eles podem apresentar um posicionamento anormal. A doença também afeta a caixa torácica,  que aparece comprimida consideravelmente e com uma redução significante das costelas do pet.  É comum os cães terem uma certa dificuldade para desempenhar algumas funções diárias, como: Correr, saltar e comer em alturas muito baixas. Porém, como dito anteriormente, os animais portadores da SEC podem levar uma vida consideravelmente normal.

Alguns profissionais médicos veterinários, indicam a eutanásia nos casos de Síndrome da Espinha Curta, por conta de algumas restrições ligadas à doença que o animal apresenta.  No entanto, a prática executada pelos tutores desses animais, comprovou que, mesmo tendo o animal limitações no seu cotidiano, é possível que ele possa conviver de maneira relativamente satisfatória no dia-a-dia.

Apesar disso, é indispensável que este animal seja frequentemente acompanhado por um médico veterinário, que poderá avaliar seu quadro e proporcionar uma melhor qualidade de vida para o cão especial.

 

Cães com Síndrome da Espinha Curta. Foto: Reprodução

Cães com Síndrome da Espinha Curta. Foto: Reprodução

 

 

Conheça a história de dois cãezinhos muito adoráveis, o Cuda (link) e o Pig (link), aqui no Portal do Dog.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

 


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