Enganada por uma assessoria de viagem para pets: Doc-Dog

Não indicamos a Doc-Dog. Leia meu relato e cuidado com as empresas que contratam.

por Samantha Kelly — publicado 24 jul 2014 - 18:12

Viajar com seu pet já causa aquela ansiedade normal e a preocupação de como ele vai lidar com a viagem e se você, como tutor, fará tudo certo para não atrapalhar o processo e de alguma maneira prejudicá-lo.

A falta de informação também faz com que o processo pareça ser muito mais complicado do que realmente é. Então, a melhor opção, é ter o auxílio de uma assessoria de viagem que trabalhe com pets, que conheça todos os passos e o guie da melhor maneira possível. Continuo achando isso, mesmo tendo tido uma péssima experiência de primeira.

Antes de me mudar fisicamente do Brasil para a Inglaterra, muito planejamento já estava envolvido e a primeira coisa que pensei foi “Como faremos para viajar com nossos pets”.

Conhecia a Doc-Dog (doc-dog.com) por nome após ler algumas matérias em veículos importantes como a IstoÉ, O Globo e Revista da Folha. Por não conhecer na época nenhuma outra empresa com que pudesse comparar, resolvi confiar e contratar o serviço.

Cometi um erro de principiante logo ali em não pesquisar mais sobre o que as pessoas falavam online sobre a empresa, relatos que mais tarde encontrei e estão anexados nessa matéria.

O contato foi todo feito com o dono e responsável pela Doc-Dog, Luís Fernando Oliveira (perfil). Comecei a falar com ele no ano passado, em setembro de 2013, explicando que planejávamos viajar em abril ou maio de 2014. Perguntei quando deveríamos começar os trabalhos, ele falou que em janeiro, e o orçamento para aquele tipo de serviço.

Os serviços acertados foram:

– Implantação do microchip, realizada por veterinário habilitado;

– Coleta do sangue realizada por veterinário habilitado;

– Teste de sorologia dos anticorpos da raiva, realizado em laboratório autorizado pela União Europeia;

– Examinação do pet em domicílio e emissão do atestado veterinário;

– Emissão do CZI (Certificado Zoossanitário Internacional), feita no Ministério da Agricultura;

– Indicação da melhor caixa de transporte;

– Acompanhamento do processo e consultoria com relação a todos os aspectos da viagem.

 

doc-dog-enganacao

Doc-Dog: http://doc-dog.com/

 

Paguei o valor de R$ 1,780 à vista no dia 10 de janeiro. A partir daí começaram as intermináveis ligações e emails sem resposta. Eu precisei arranjar um médico veterinário para efetuar os serviços, já que eles diziam que iam entrar em contato com o médico que trabalhavam em Fortaleza, onde eu morava, mas continuavam a enrolar sem me dar resposta.

Quando íamos fazer os processos necessários, como a colocação do microchip, vacina de raiva e exame, ele nunca estava disponível para atender as ligações e quando enfim conseguíamos falar com ele, não explicava direito nem para mim nem para o veterinário de minha confiança como deveríamos prosseguir. Era tudo muito confuso, demorava muito para conseguir efetuar qualquer procedimento, devido aos sumissos e falta de comprometimento daqueles que trabalhavam na empresa. O que nos fez perder muito tempo e custou um preço alto no fim.

A verdade é que desde o começo estávamos tendo que “dar um jeito” e eu sempre tentando relevar o péssimo serviço. Até o dia que eu mandei um email especificando a data que viajaria com meus cães, dia 19 de maio. A resposta que recebi do Luís Fernando é que eles não viajariam comigo, como havia planejado desde o início, já que, naquele momento, tínhamos pouco mais de 60 dias desde  a coleta de sangue para o teste de raiva, e seriam necessários 90 dias (essa é uma obrigação que o país impõe).

Se não fosse todo o atraso e a negligência com meu processo, não teríamos perdido tanto tempo e eu, minha família e meus cães não seríamos afetados. E ele sabia quando iríamos viajar desde o começo mas simplesmente não prestou atenção no meu caso.

Quando liguei para ele, desdesperada, já que iria viajar em apenas dois meses e não tinha como desmarcar, ele ainda sugeriu que a alternativa seria mandar o sangue dos meus cães para um laboratório nos Estados Unidos, não para o CCZ de São Paulo, que é o laboratório credenciado com a Inglaterra aqui no Brasil. Que dessa maneira conseguiria viajar junto com meus cães na data desejada.

Mas não fiz todo o processo para burlar nada, pelo contrário, não é isso que acredito.

Depois de dar o meu máximo para que tudo corresse bem, aquela foi a última gota. Comecei a pesquisar na internet se outras pessoas tiveram casos parecidos com o meu e encontrei muitas reclamações no ReclameAqui. Abaixo as reclamações contra a Doc-Dog:

 

 

Completamente desgostosa e decepcionada, pedi para encerrar definitivamente o trabalho com a Doc-Dog e o ressarcimento do pagamento que investi. Até agora, só obtive de volta 1/4 do que paguei e tenho certeza que não receberei o resto, já que segundo o Luís Fernando, a empresa entrou em falência.

Hoje, ao acessar o site, há o aviso que eles não irão mais oferecer o serviço de preparação para animais que viajam ao exterior, porém não está claro se ainda prestam outros serviços de assessoria de animais.

 

Foto: Reprodução/Doc-Dog

Foto: Reprodução/Doc-Dog

 

Essa matéria é para alertá-los quanto as empresas que contratam e para relatar o que passei. Por trabalhar há alguns anos com jornalismo voltado para o mundo canino, senti no meu dever deixar a minha experiência para que outros não sejam enganados.

No fim, contratei o serviço da Flying Pet (www.flyingpet.com.br), que foi excelente do começo ao fim e meus cães estão comigo em Londres.

Porém, meus cachorros tiveram que ficar 2 meses em São Paulo e além de ter gastado mais financeiramente, o desgaste emocional do ocorrido foi indescritível.

Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos,

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Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo,

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Paul McCartney apoia campanha da PETA em prol de 150 cachorros

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 9:32

A PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, em português “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é a maior organização de direitos dos animais no mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

Este mês, a organização ganhou um apoio de peso em uma de suas campanhas. O cantor Paul McCartney se juntou à PETA para ajudar cerca de 150 cachorros que estão sendo negligenciados por uma empresa nos Estados Unidos.

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Cães encontrados em uma situação terrível juntos esperam ser adotados por uma mesma família

por Andrezza Oestreicher — publicado 20 out 2017 - 9:36

Os cachorros Jefe e Jericho foram encontrados juntos em uma situação de negligência terrível. Desde o primeiro momento, os membros da equipe da Arizona Humane Society, organização de proteção animal que resgatou a dupla, perceberam que os cães, apesar de diferentes, eram grandes amigos e companheiros.

Os dois cachorros, um Chihuahua de 2 anos chamado Jefe bem extrovertido e um belíssimo Pastor Alemão de três anos de idade chamado Jericho, estavam no quintal de uma casa nos Estados Unidos, vivendo abandonados e em meio a muita sujeira.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho estava manco e extremamente magro deitado no chão, enquanto Jefe estava deitado nas costas do Pastor Alemão de forma bastante protetora e tentando dar algum suporte ao amigo.

O cachorro maior estava bastante fraco. Além da falta de alimentação ele estava visivelmente doente. Ele provavelmente não iria sobreviver muito tempo se continuasse na situação em que foi encontrado.

Quando membros da Arizona Humane Society levantaram Jericho e o levaram de forma bastante cuidadosa para dentro da ambulância, Jefe latiu e “sapateou” bastante, tentando chegar perto de seu melhor amigo. Foi aí que todos tiveram a certeza de que esses dois não poderiam ser separados nunca.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Jericho tinha seu frágil corpo coberto de pulgas e exames comprovaram que ele estava com ehrlichiose canina (conhecida como a doença do carrapato) e com uma infecção por fungos, conhecida como febre do vale, que causa sintomas semelhantes a uma gripe. Felizmente as doenças não são contagiosas e Jefe não apresentava problemas de saúde.

Os dois cães foram encaminhados para um lar temporário, onde passaram a receber todos os cuidados necessários e muito amor. Jericho fez tratamento e está cada vez melhor.

De acordo com Ashleigh Goebel, coordenador de mídia da Arizona Humane Society, Jericho é um cachorro dócil, bem treinado e bastante afetuoso. Já Jefe adora abraçar e se enroscar nos humanos, quando não está aconchegado em Jericho.

(Foto: Reprodução / I Heart Dogs / Arizona Humane Society)

Ainda de acordo com a Arizona Humane Society, os cachorros adoram brincar e caminhar e são excelentes com crianças.

Agora que estão bem, a dupla de melhores amigos está a espera de uma família que queira adotar os dois juntos, pois será impossível separar esses companheiros.

Fonte: I Heart Dogs

Com medo da violência, policial leva cães que viviam em UPP para abrigo

por Andrezza Oestreicher — publicado 19 out 2017 - 18:33

Nós já falamos bastante sobre a crescente da violência no Rio de Janeiro e como isso vem afetando cada vez mais os animais.

A situação está tão grave, que dois cãezinhos que viviam em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Zona Norte da cidade, foram retirados do local e levados para um abrigo por um policial, que estava com medo de que os animais se tornassem alvos por serem cuidados pelos PMs.

Policial ficou com medo de que os cães fossem alvo da violência e os levou para abrigo. (Foto: Reprodução / Facebook Indefesos)

De acordo com funcionários da Fazenda Modelo, abrigo municipal de animais em Guaratiba para onde os cães foram levados, o policial informou que os cachorrinhos, um casal de vira-latas de cerca de três anos de idade, viviam na UPP de Benfica (o policial não especificou qual) desde filhotes e eram cuidados pelos PMs.

Porém, com o “clima de guerra” que tomou conta da favela, o policial ficou com medo de que os cachorros se tornassem alvos de alguma violência, já que eles eram praticamente mascotes da UPP e estavam associados aos PMs.

Ao saber do caso dos vira-latas, Rosana Guerra, protetora animal que faz parte do Grupo Indefesos e faz trabalhos voluntários na Fazenda Modelo, divulgou a história dos cães em uma rede social.

“Eles são animais muito dóceis. Conquistaram todo mundo. E com certeza eram muito bem cuidados, pois estavam gordinhos, com pelos brilhosos e pareciam muito felizes. Tinham um lar. Infelizmente, foram separados. Podemos dizer que eles foram vítimas desta violência horrível do Rio de Janeiro”, afirmou Rosana.

A cadelinha teve oito filhotes e está com os bebês em um lar temporário. (Foto: Reprodução / Leo Martins / Agência O Globo)

Porém, a história teve um lado feliz.

A cadelinha, que recebeu o nome de Bela, estava prenhe. Ela teve seus oito filhotes em um lugar seguro, recebeu todos os cuidados necessários e foi encaminhada para um lar temporário junto com seus bebês. A família vai ficar lá até todos eles estarem prontos para serem colocados para adoção.

Já o macho, que recebeu o nome de Fera, foi adotado, ganhou uma nova família e se mudou para a Zona Sul da cidade.

Fonte: O Globo