5 jun 2017 - 21:40

Laika

Tutor(a): Natália Dartora

Oi, meu nome é Laika!
Dia 23 de setembro de 2014, me deixaram dentro de uma caixa de papelão na frente da casa da minha mãe, estava assustada e chorava muito, ela ouviu meus gritos e veio ver o que acontecia, e desde então, passei a morar com ela.
Eu estava cheia de pulgas, eram tantas, que meu pelo estava caindo, eu tinha feridas na cabeça, era praticamente rosa!
Minha mãe, tia e avós, me cuidaram, me alimentaram, me deram vacinas e todo o cuidado que eu precisei pra voltar a ser saudável, um tempo depois, meu pelo já havia crescido.
Sempre tive muitos privilégios na minha casa, até a minha chegada, cachorro nenhum entrava em casa, jamais dormiam no sofá ou na cama, eu mudei essa realidade e sei que sou a princesinha de todos, até do vovô (que não me leia chamando ele assim!), que finge que não, mas sei que é louco por mim! Minha mãe sempre repete que eu mudei a vida dela, que eu sou um anjinho e, não é que eu seja convencida, mas… eu sei disso! hihihihihi
Bom, minha vida ia muito bem, até eu começar a ter alguns sintomas que minha família não soube identificar como algo grave, foram perceber quando eu comecei a cair sozinha, do nada eu tava em pé e poft, ia pro chão! Eu sempre fui meio atrapalhada e escorregava fácil no piso liso, mas eram muito frequentes os meus tombos, e minha mãe começou a se preocupar. Passaram-se uns dias e eu não conseguia mais dar meus pulos, não conseguia mais saltar nas camas e no sofá. Eu caía parada. Minha mãe e avó tinham que me pegar no colo quando eu queria subir no sofá ou cama, e eu não conseguia mais me equilibrar no encosto do sofá, vendo o movimento da rua pela janela.
Me levaram no tio veterinário e a suspeita da minha mamis se confirmou, eu estava com cinomose. Minha mãe chorou tanto (ela pensa que escondeu de todo mundo, mas eu via ela chorando enquanto ela pensava que eu estava dormindo do lado dela), eu tomei alguns remédios, minha mãe fez algumas receitinhas caseiras recomendadas por algumas amigas e aos poucos eu milagrosamente sarei. Voltei a dar meus pulos, saltos e todos os dias quase me quebro de tão alucinada que eu fico por poder correr de novo.
Aí, teve um dia que recebemos a visita de uma tia querida, eu fiquei tão feliz, tão feliz, e quando ela estava indo embora, eu tive uma convulsão! Minha mãe se assustou tanto, tanto. Minha família cuidou de mim, eu vi quando me recuperei, os olhares preocupados. Visitei de novo o tio veterinário e ele disse que talvez fosse emocional, porque eu sou muito agitadona, sabe? Só que 3 semanas depois, eu tive outra. E na semana seguinte, mais duas. Minha mãe rezava todos os dias por mim, ela até ficava aflita em ficar sozinha comigo, porque não aguentava me ver tendo aqueles ataques, deve ser triste, né? Eu vi uma vez, minha tia chorando tanto, eu não gostei nadinha de ver ela triste! Me levaram de novo no veterinário, as tias lá tiraram sangue, chorei bastante porque doeu um monte, e aí quando saiu o resultado disseram que deu tudo bem nos meus exames, mas por conta da cinomose, vou ter que tomar remédio pra não sofrer mais com esses ataques chatos e não apavorar mais minha família. Depois disso fiquei bem, brinco, pulo, mordo todo mundo e como feito morta de fome! Minha mãe tenta controlar, pra eu não ficar gordinha demais, mas eu faço aquela cara pidona que eu sei que ela não resiste. Sou muito feliz na minha casa, faço uma bagunça danada, mas é só pra mostrar o quanto sou grata por estar saudável, e pra dar um pouco de agitação pra minha família humana! Sabe, eu acho que toda a casa deveria ter pelo menos um cachorrinho, nós precisamos de vocês, humanos, mas tenho certeza de que vocês precisam muito mais de nós! Queria que todos os cachorrinhos tivessem a sorte que nós, adotados tivemos. Espero poder passar ainda muitos anos de alegrias e bagunça com a minha família!
Lambidas e mordidas pra vocês!