12 fev 2015 - 9:18

Queequeg

Tutor(a): georgia carmo

Olá, meu nome é Queequeg. Engraçado, né?! Eu mesmo que escolhi. Sempre fui muito independente. Mamis me chamou assim, no nosso segundo dia, e foi a primeira vez que eu lati, correndo e balançando meu rabinho. Ela logo entendeu. Mamis é esperta, então é fácil dizer o que quero. No começo, ela tinha essa mania estranha de me dar carne como petisco, coisa mais doida, né?! O bom mesmo é um pedacinho de mamão, batata doce ou quem sabe couve-flor. Adoro! Tem duas palavras que eu amo: pracinha e babanho. Pracinha é o melhor canto do mundo. Mamis me veste todo fofo todos os dias. Além de eu sentir frio por causa do vento por lá, aprendi que só posso sair de casa de roupinha, então jamais fugi, pois sempre espero por ela. Babanho…Hummm como é gostoso?! Mamis, me coloca na minha banheira e faz muita massagem. Geeente…. Eu não sei o que acontece, mas não consigo deitar no chão de jeito nenhum, então aprendi a pedir minha caminha sempre que Mamis esquece em outro cômodo da casa. Posso contar um segredo? Sou do tipo nômade e adooooro uma caminha nova. Mamis me dá uma a cada quinzena para eu espalhar pela casa, mas eu não posso ver almofada e nem lençol dando sopa, porque vou logo dizendo a ela que já é meu. Tem duas datas do ano que eu adoro: meu niver e o Natal, porque é época de ganhar muitos presentinhos. Mamis embala tudo bem bonito e a gente faz aquela festa. Ahhhh, esqueci de contar para vocês. Eu e Mamis construímos laços indestrutíveis há sete anos. Eu fui o presente mais sapeca, lindo e especial. Eu era tão pequeno que cabia na palma da mão, então Mamis tinha medo de me perder até em casa, não me largava um minuto. Gente, foi por isso que logo eu entendi que eu era o REIZINHO do pedaço. Mamis sempre teve muito cuidado comigo, porque eu tinha a saúde frágil. Ela tinha que me levar toda semana ao tio veterinário, mas eu num gostava de ir não. O tio me dava vacina e remédio ruim, então eu chorava de um lado e mamis de outro. Há 6 meses, eu fiquei doentinho muito sério. Passamos quatro meses lutando, com muitos remédios. Eu fui muito guerreiro, porque não queria ficar longe de Mamis. Nessa época, eu já tinha quatro tios veterinários e nenhum conseguia entender como eu ainda estava vivo, pois meus exames eram muito ruins. Geennte, eu não podia deixar Mamis! Ela me ama demais. Mesmo doentinho, todos os dias ela me levava para a pracinha nos braços, sentávamos em um banco e ela conversava cmg. Um dia ela me contou muito tristinha que eu podia partir, quando a dor já se tornasse insuportável. Então, em pouquíssimo tempo, eu decidi pela nossa ruptura corpórea. Eu descansei da dor, mas nunca de estar ao lado da minha Mamis. Ela ainda pode me sentir por perto, porque nosso amor é muito forte.
Queequeg sempre foi o maior e melhor companheiro. Inteligente, sapeca e decidido. Hoje, gostaria de fazer uma homenagem ao cachorro mais incrível pelos seus 7 anos. Sua partida precoce dilarecera meu peito, afinal sua ausência fez da minha vida um vazio. No entanto, sou enormemente feliz por ter sido agraciada em poder viver anos ao seu lado. Sua falta dói, mas os seus ensinamentos me fizeram uma pessoa humanamente melhor. Saudade!